Gasolina mais cara, de novo. Vamos de bike?

O Brasil parou pelos caminhoneiros. Aqui no Vale, filas nos postos e milhares em protestos. Alguns, nos protestos e nas filas dos postos. Preço do diesel foi o gatilho e provocou inclusive o desabastecimento de combustível na região. Mas, os centavos economizados pelos caminhoneiros, não se refletiu em menor valor na gasolina.

Adesão da sociedade ao movimento não foi suficiente para frear os sucessivos aumentos. Pode, no entanto, servir como estímulo para que debatamos novas formas de transporte. Porque não a bicicleta e os coletivos?

Gasolina não para de subir e o preço médio do litro do combustível comercializado no Estado chegou a R$ 4,318 na semana passada. O valor é o maior desde 2004. Somente no último mês, dos levantamentos de 19 de agosto a 16 de setembro, o aumento foi de 6% em SC.

O preço médio das bombas saltou de R$ 4,071 para R$ 4,318, um acréscimo de R$ 0,247 por litro. Isso significa que antes, para encher o tanque de um carro com capacidade para 50 litros, gastava-se R$ 203,55. Agora, com o aumento, passa para R$ 215,90, ou seja, o consumidor precisa desembolsar, em média, R$ 12,35 a mais por tanque.

Sindicatos da categoria afirmam que o aumento frequente do combustível está relacionado à alta do dólar e do preço de barril do petróleo. Desde julho do ano passado, a estratégia adotada pela Petrobras foi a de corrigir diariamente o preço da gasolina nas refinarias com base no valor de mercado do petróleo internacional.

Mais do que uma questão de economia, os sucessivos aumentos nos combustíveis deve servir como estímulo para mudanças de hábitos. São João Batista e Tijucas vem investindo, por exemplo, em construção de ciclovias. O uso desse tipo de veículo, além de ajudar reduzir o peso no bolso, é um alivio para o meio ambiente e pra saúde. As velhas bardas fazem com que estacionamentos de fábricas fiquem lotadas e que em certos horários o trânsito fique complicado.

Tendência de subida nos preços deve seguir e é o estimulo para que deixemos o carro em casa, e sigamos até o trabalho a pé ou pedalando. Afinal, andar um quilômetro não mata ninguém.