Uma saúde bela na foto, mas longe da realidade

Quem busca atendimento em saúde, quer respeito. Afinal, os serviços são pagos com o dinheiro suado da população, recolhido em impostos. Mas, a falta de priorização no atendimento tem transformado a vida de alguns usuários do sistema, em São João Batista, em um verdadeiro Calvário. Do lixo que se acumula ao lado do Posto de Tijipió, as filas para consulta, falta de medicamentos, a demora para marcar exames. Nos últimos anos, no mesmo ritmo das promessas, se deteriorou a oferta de serviços. Funciona na propaganda oficial, mas, o cidadão que busca remédios de uso contínuo sentem o problema. Medidas prometidas a Saúde de São João Batista desde 2013, não passaram de projeto desenvolvidos para uma campanha eleitoral do que propriamente para solucionar ou pelo menos minimizar os graves problemas na saúde. Acordar de madrugada e enfrentar uma fila. Esta é a rotina dos moradores do Bairro Jardim São Paulo, em São João Batista, que precisam utilizar a unidade de saúde do bairro. É preciso ir para a frente do posto ainda de madrugada para tentar conseguir uma das consultas previstas para o dia. Se as vagas forem preenchidas, quem passou horas na fila acaba voltando para casa sem conseguir atendimento. IMG-20160227-WA0009O aposentado Mauricio, chegou na porta do Posto por volta das 6 horas. “Se quisermos consultar, tem que ser assim. Do contrário, nós não conseguimos nada”, lamentou. Pessoas de idade, mães com crianças enfrentam até a chuva e os perigos da madrugada. Mesma situação acontece no período da tarde, quando moradores aguardam no sol o unidade de saúde ser aberta. No local não tem um espaço adequado para os usuários do sistema público aguardarem para fazer as fichas. Ficam sentados na calçada, ou nas escadas que dão acesso ao Posto de Saúde. Já cedo, por volta das 6 horas, as luzes do Posto estão acessas. Uma funcionária chega ao local para fazer a limpeza, mas portas para os pacientes ficam fechadas até o início do atendimento. “É um grande desrespeito com os paciente. Tem idosos que ficam esperando no sol e se faz chuva tem que achar um jeito de se abrigar. E apesar desse sofrimento as vezes nem vale a pena, pois não conseguimos atendimento”, relata um paciente. De acordo com os moradores, a Secretaria de Saúde já foi comunicada do problema e teria prometido uma solução, mas até agora não alterou nada. Essa não é a única reinvindicação dos usuários do Sistema Única de Saúde. Dificuldades para marcar exames, com pacientes esperando por um retorno a mais de três meses, também estão na lista de reclamações. Outro problema identificado é a falta de medicamentos controlados que são distribuídos principalmente na Unidade de Saúde Central. Nos últimos meses o desabastecimento se tornou rotina. O secretário de Saúde de São João Batista, Ademir José Rove, foi procurado pela reportagem, mas o telefone entra em Caixa-Postal. De acordo com as atendentes do Posto de Saúde Central, ele não estava na Unidade de Saúde na tarde de sexta. População tem pedido socorro. Mas, ninguém aparece para socorrer. Da grávida que fica mais de cinco horas na emergência esperando uma transferência para um Hospital de Referência, ao cidadão que fica nas filas dos postos, sem medicamentos ou meses esperando por exame. É preciso que a Administração Municipal recue dos discursos e promessas, e passe a ação. Saúde não espera. Além de ineficiência administrativa, há também um alto grau de irresponsabilidade com a pessoa humana. Não se pode tratar as pessoas da forma que estão sendo tratadas. A sociedade precisa se indignar. Hoje vemos isso pela imprensa, amanhã, será com o vizinho, depois, poder comigo e você. E os políticos, precisam guardar a cara de pau. Ou opitar em usar um produto bem comum: Gimo Cupim. *Esse é um texto opinativo e seu conteúdo de responsabilidade do colunista.