Sessão da Câmara é suspensa após operação do Gaeco

A sessão da Câmara de Vereadores de São João Batista que aconteceria nesta segunda-feira (24), foi suspensa e uma nova data será marcada ainda para esta semana. A operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), foi o motivo para o cancelamento. gaeco-960x540Os vereadores Carlos Francisco da Silva (PP) e Sebastião Formento (PP) foram levados para Florianópolis para prestar depoimentos. De acordo com informações o presidente da Câmara não iria prestar depoimento, mas decidiu acompanhar os vereadores batistenses junto com advogado. A operação “Ressonância” apura crimes de Falsidade Ideológica; Inserção de Dados Falsos nos Sistemas de Informação; Corrupção Passiva; e Crimes Eleitorais; envolvendo cinco agentes públicos e terceiros, os quais basicamente, estariam sistematicamente violando a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de exames de ressonância e tomografia, por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes. Os agentes do Gaeco estiveram na Câmara de Vereadores na manhã desta segunda, e ficaram no local alguns minutos. Segundo apurou a reportagem, eles verificaram as gavetas dos vereadores e depois saíram do prédio. Em São João Batista teria sido recolhidos documentos e depoimentos do veradores Carlos Francisco da Silva, Sebastião Formento, Mário Soares e do recém-eleito, Alécio Borati. Em Major Gercino Um ex-motorista da Secretaria de Saúde foi levado para Florianópolis para prestar depoimento. Danilo Gambeta já não estava mais na função e foi candidato a vereador na eleição deste ano. Ele é filiado ao PR. A investigação De acordo com o Ministério Público, a investigação apura sofisticado esquema paralelo e escuso, que visa captar pacientes de diversos municípios, com necessidade de realização de consultas e exames no SUS, manipular o agendamento de consultas, exames e procedimentos médicos (cirurgias e principalmente exames de ressonância magnética), em sua maioria, no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, mediante o recebimento valores em dinheiro e/ou benefício material ou, ainda, obter vantagem política futura, pela fidelização de eleitores, por parte dos investigados. A 33ª Promotoria de Justiça da Capital, com o apoio do GAECO/Florianópolis, começou a investigação em novembro de 2015, após receber denúncia da Secretaria Estadual de Saúde.