Prefeitura vai gastar com fotos e mídia eletrônica

Apesar das reclamações com relação à queda de arrecadação do município, aumento na tarifa da água no mês de junho e do IPTU que deve vir até dezembro, a Prefeitura de São João Batista vai gastar com fotos, anúncios, vídeos e comunicação em redes sociais. Licitação para contratação de empresa foi aberta e os dados disponíveis no Portal da Transparência. Despesas, que já partem de um patamar alto, pode ficar bem maiores. No inicio de junho a prefeitura de São João Batista já havia realizado licitação para contratação de emissora de rádio para divulgação de anúncios da Administração. Sairão dos cofres públicos só para esse contrato R$ 116.472,00. Antes da licitação a prefeitura já havia realizado compra direta de espaço em rádio e jornal. Queda de arrecadação e falta de recursos públicos foi o principal argumento da Administração Municipal para cortar o segundo professor das creches municipais no inicio do ano. Em entrevista coletiva, o prefeito Daniel Cândido (PSD) chegou a prometer a reestruturação para contenção de despesas. Reforma Administrativa que ainda não foi enviada para Câmara de Vereadores. Aumento dos gastos com publicidade, no entanto, lançam dúvidas sobre a capacidade financeira da Prefeitura, que não pagou a primeira parcela do décimo dos servidores em junho, como é tradição. Também o primeiro semestre de 2017 foi marcado pela falta de medicamentos nos postos de saúde, dificuldades para manutenção de vias públicas e outros setores do município. Novos gastos com propaganda oficial serão exclusivos da Prefeitura, e não compõe a comunicação do Prefeito Daniel Cândido, que é feito pela assessora de gabinete, Dirleni Dalbosco. Publicação do edital para contratação de nova empresa foi lançado nesta terça-feira (27), e abertura dos envelopes será no dia seis de julho. Ainda não há informações sobre os valores que serão gastos pela Administração Municipal com esse contrato. De acordo com os dados do Portal da Transparência, a empresa ficará responsável pela criação de peças, produção de vídeos para apresentações públicas, veiculação de anúncios institucionais, mídia eletrônica e cobertura fotográfica de eventos da Administração. A única hipótese admissível para gastos com comunicação e divulgação em período de crise seriam aqueles que servissem de alerta à população sobre doenças endêmicas, catástrofes ou causas similares. Fora isso, qualquer despesa no setor deveria ser considerada totalmente supérflua e inaceitável. Não é razoável supor que gastos com publicidade sejam urgentes.