Empresários fazem ‘vaquinha’ para salvar Rodada

Além de enfrentar os altos custos de produção, crise e bancar a estrutura individual da exposição, os empresários do setor calçadista de São João Batista, que estão participando da Rodada de Negócios em Balneário Camboriú, tiveram que fazer uma ‘vaquinha’ para que a feira fosse realizada. Repasses governamentais que ajudam na montagem da feira atrasaram, faltando R$ 254 mil para cobrir os custos. Sem o dinheiro uma das principais feiras para o setor calçadista batistense ficaria suspensa, gerando graves prejuízos e desemprego. Para algumas industrias de pequeno e médio porte, a Rodada representa venda de parte da produção anual. Informações do sindicato revelam que nos meses de março e abril o município bateu recordes em desemprego no setor. De acordo com o novo presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista, Almir dos Santos, na reta final da preparação do evento haviam recursos do governo que deixaram de ser repassados. O dinheiro seria utilizado para pagamento do hotel para os logistas convidados da Rodada. rodadaFoi realizada uma reunião de emergência na terça-feira (03) para encontrar uma solução e os empresários batistenses decidiram dar as mãos e juntar o montante através de uma ‘vaquinha’. Almir relata que os hotéis exigem que 30% das hospedagens sejam pagas antecipadamente e no segundo dia de feira o restante. A ajuda será creditada como antecipação da feira de novembro. “Se o dinheiro não entrasse na conta até a quarta-feira, meio dia, nós não poderíamos montar a feira. E essa união da classe para que a feira acontecesse é uma coisa muito bonita. Talvez a crise e a dificuldade forme a união. Todos se uniram, cada um com suas particularidades”, afirma Santos. Dificuldades para realização da SC Trade Show Rodada de Negócios, que começou nesta segunda-feira (09), mostra lança luz as dificuldades financeiras enfrentadas pela principal entidade de representação do setor. Desde a eleição da nova diretoria, um levantamento da situação está sendo feito. Atualmente o Sindicato não consegue fazer movimentações bancárias, em razão de questões envolvendo o ex-presidente Wanderley Zunino, que era proprietário da Século XXX.