Oposição pode tomar controle da Câmara de Major

Fazer prognósticos sobre a política majorense ficou complexo. Tornou-se caótica a ponto de mesmo com maioria no legislativo, os governistas não terem certa a presidência da Câmara de Vereadores. Poderá, aliás, cair nas mãos do DEM, que é oposição, aliado ao MDB, mas vive de namoricos com o Paço Municipal.

Seria natural que o comando da casa ficasse com um governista. O nome de Augustinho Orlandi (PSDB) é cotado. Votos da base seriam suficientes para ser eleito. No entanto, nos bastidores a história contada é diferente. Haveria promessa de lideranças governistas para Beto Arnoldo (DEM), que faz parte do bloco de oposição.

Decisão sobre a presidência vai ser determinante em mostrar como será a base do prefeito Valmor Kammers nos próximos dois anos. Terá peso também nos encaminhamentos para a Eleição de 2020 já que uma aproximação oficial do MDB deverá redefinir os apoios a prefeitura. Os progressistas, por exemplo, poderão se sentir confortáveis em seguir outro rumo.

Aliás, sempre houve certa tensão na relação entre Legislativo e Executivo em Major. Nas últimas semanas, por exemplo, um Projeto do Executivo foi rejeitado por unanimidade. A Prefeitura tentava aumentar o valor gasto com as festividades de Natal e proposta foi reprovada por todos os vereadores. Oposição e Situação disseram não à Administração.

Futuro da aliança que levou a vitória em 2016 pode ser selado na eleição para presidência da Câmara em dezembro. Será também o início do alinhamento das forças políticas de Major Gercino com vistas na eleição municipal. O noivado se dará agora, com a data do casamento já agendada para 2020.  Se MDB/DEM confirmar a presidência, está claro com quem Valmor Kammers estará de braços dados.