Eleitor batistense deve pulverizar votos

O comportamento do batistense nas urnas neste ano ainda é uma incógnita, mas pelo número de candidatos caindo de paraquedas na cidade, é possível que aconteça uma grande pulverização de votos. Múltiplos fatores contribuem para que os resultados sejam diferentes de 2014, quando dois candidatos a Deputado Federal ficaram com 62% dos votos válidos e cinco que disputavam a Alesc concentram 64% da preferencia do eleitorado.

Em 2014 políticos de São João Batista se moveram em buscar grandes votações para candidatos selecionados a dedo, o que resultou numa maior representatividade do município na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Para ter uma ideia mais clara, Peninha (MDB) somou 5.821 votos e Esperidião Amin (PP) 2.430 o que representa 62,56 dos votos válidos sendo canalizados para apenas dois nomes.

Gelson Merisio (PSD), Altair Silva (PP), Ismael Santos (PSD), Serafim Venzon (45) e Mário Marcondes (antes PR e agora MDB), receberam juntos 8.948 votos, ou seja, 64% dos votos válidos. Esse nível de concentração de votos é incomum em uma eleição em que o número de candidatos é grande, e a resposta para esse resultado foi à identificação do eleitor com rostos da terra que representavam esses políticos.

Merísio, por exemplo, que ficou com 18,25% dos votos válidos em 2014, teve uma grande frente de apoio envolvendo prefeito, vereadores e outros influenciadores. Mesma situação de Peninha que teve a maior votação para a Câmara dos Deputados. Além do apoio de figuras ligadas ao governo do município, também conseguiu votos na oposição. Um fator não dever ser alterado em outubro. Dois partidos vão capitalizar cerca de 91% dos votos válidos ao governo. MDB e PSD polarizam e devem manter grandes votações na Capital Catarinense do Calçado.

Há outra atipicidade. Mário Marcondes (MDB), Altair Silva (PP), Betinho Souza (PPS) e Ângelo Zunino (PT) buscam apoio do eleitorado de São João Batista com discurso de que são daqui. Betinho, no entanto, busca uma votação expressiva na cidade, mas encontra dificuldades de apoio das lideranças. Briga, sozinho, pra construir viabilidade e atrair votos.

Divisão de votos será sentida até mesmo dentro de um único partido, com figuras de expressão apoiando nomes diferentes. Em 2014 Merisio foi quase uma unanimidade dentro do governo municipal e esse feito não está sendo repetido com Marlene Fengler que é herdeira da vaga do agora candidato a governador. Outro que terá dificuldade de repetir votação será Altair Silva do PP, que foi o segundo mais votado na eleição anterior, já que o partido está dividido.

Abertura das urnas no dia sete de outubro vai mostrar como eleitor do município vai recepcionar os candidatos e como vai afetar o contexto local. Algumas lideranças locais apostam nessa eleição para medir popularidade. Em meio à apatia do eleitorado, pode não ser um bom termômetro.