A vingança do Vale contra Colombo

Tanto fez que levou. Raimundo Colombo recebe nas urnas o troco e amargou um sofrido terceiro lugar na disputa pelo Senado no Vale do Rio Tijucas. Na soma dos votos totais, o ex-governador ficou atrás de Esperidião Amim e Lucas Esmeraldino. Limado da política após sete anos no comando do Estado, o resultado da votação na região é a soma do abandono e descaso com os cinco municípios do Vale.

Na soma total dos votos dos cinco municípios Esperidião Amim (PP) lidera com 17.929, seguido por Lucas Esmeraldino (PSL) com 17.876, Colombo (PSD) 15,320 e Jorginho Melo (PR) com 15.099. Em Tijucas foi à única cidade em que o ex-governador conseguiu ocupar uma segunda colocação. Em São João Batista ficou em terceiro, mesma posição de Nova Trento e Major Gercino e em Canelinha ocupa a quarta posição.

Inversão completa do que saiu das urnas em 2014, quando Colombo foi reeleito governador. Naquela eleição, liderou a contagem em todos os municípios do Vale. Na Terra de Santa Paulina ele teve 63,49% dos votos válidos e em São João Batista foi 55,33%. E para eleição de Colombo tinha politico de todos os lados agarrados para elegê-lo. Não foi suficiente. O retrospecto, no entanto, está fresco na memória do eleitor.

Em 2013 Raimundo Colombo assinou ordem de serviços para revitalização da Rodovia SC-410. Até agora obra não foi concluída. Crateras formadas nas rodovias da região não ficaram meses abertas pela omissão do Estado. Uma delas continua no Tigipio. Raimundo também assinou autorização para construção do Posto da Polícia Rodoviária Estadual e implantação do Batalhão da PM, que nunca saíram do papel. O tema segurança pública, aliás, é uma das contas mais salgadas deixadas pelo pesedista.

Se apostava na memoria fraca do eleitorado, Colombo se deu mal. Nas urnas o eleitor do Vale do Rio Tijucas deu o troco. Afinal, se não fez como Governador, não faria como Senador.